Salton lança uma composição mais sofisticada para seu espumante

Acaba de chegar ao mercado o novo lote Salton Reserva Ouro, espumante premium da Vinícola Salton.  O produto apresenta um sabor ainda mais aprimorado e marcante, pois, além de um período maior de fermentação em autoclaves, passa a descansar na garrafa por pelo menos três meses. Elaborado pelo método Charmat longo, que o deixa em contato com as leveduras por um ano, durante a segunda fermentação, é o primeiro produto a ser lançado sob a assessoria do diretor-técnico do Institut Enologique de Champagne (IOC) – um dos mais respeitados do mundo –, o francês Jean Pierre Valade. Assim, o já emblemático espumante, lançado em 1999 nas comemorações da virada do século, ganha finas e persistentes borbulhas, além de mais estrutura e presença no paladar.

Seguindo um processo de sofisticação da comunicação visual, para acompanhar a qualidade do conteúdo da garrafa, foi desenvolvido um rótulo clean, que apresenta tipografia em finos traços dourados sobre um elegante fundo preto texturizado. No topo da garrafa, mais baixa e contemporânea, um lacre dourado envolve a rolha, coroando a embalagem.

“O principal cuidado da Salton é com a qualidade dos produtos. No entanto, esta preocupação com a imagem, em comunicar ao consumidor os predicados do produto, também é aplicada à estética. Afinal, o nosso cliente busca não só a sofisticação, mas a diferenciação. Por isso, cada detalhe é pensado. No caso do Reserva Ouro, são cores como o preto e o dourado, que remetem à elegância do espumante”, explica Daniela Salton, gerente de projetos da vinícola.

De coloração amarela clara e com grande quantidade de delicadas borbulhas, o espumante Reserva Ouro possui aromas de pão torrado, fermento, nozes, amêndoas, flores e frutas cítricas, que harmonizam com frutos do mar e carnes brancas. Por ser um espumante brut, o produto é bastante versátil na hora de combinar o prato e pode ser consumido, inclusive, sem acompanhamentos, para brindar o momento. A bebida tem boa acidez e cremosidade, elaborada a partir das uvas Chardonnay (70%), Pinot Noir  (20%) e Riesling (10%).

A novidade pode ser encontrada em lojas especializadas, restaurantes, supermercados que possuem adega e nas lojas da Salton – em versão física, em São Paulo e  Bento Gonçalves, ou online, no http://site.salton.com.br/

Salton Reserva Ouro

1001 Vinhos para beber …….

De uns tempos para cá tenho recebido de amigos e parentes alguns livros de presente. Eles comumente são sobre vinhos. E mais uma vez ganhei um novo livro trazido pela sogra.

Antes de abrir o embrulho à informação “a prima Nadja Arenales lhe deu de presente a bíblia”. Surpreso e ao mesmo tempo feliz me preparei para ver e começar a reler o maior “best seller” da história e lembrar dos meus velhos tempos de Colégio Santista. No entanto não era a bíblia era um livro sobre vinhos que com certeza vinha para enriquecer a minha biblioteca.

Assim mais uma vez  constatei que existem pessoas que acham que entendo de vinhos. Como disse a meus amigos Carlos Sérgio e Frederico, hematólogos  com maior cabedal e condições de degustarem grandes garrafas de vinho, eu não entendo. Eu só gosto de vinhos.  Gosto por ter me iniciado a degustar no contato com o povo de Barcelona  no curto período que lá passei, aprendi a saber das diferenças dos diversos cavas de San Sadurni D’Anoia, de que lá existem os vinhos do Penedés. Nas escapadas de fins de semana para Sitges e Tarragona  descobri que lá no Priorat se faz  grandes vinhos. Espero que saiam da enrascada em que estão metidos.

Um curso aqui, outros acolá, viagens a regiões vinícolas de Rioja, Ribera Del Duero e de outros países me fizeram gostar não só de vinho, mas de todo o entorno que existe ao redor de uma garrafa. Um bom papo, lembranças às vezes fazem com que todos os atributos de um bom vinho sejam ressaltados ou até exarcebados.

Assim me deparei com um livro de 960 páginas “1001 VINHOS para beber antes de morrer. Tema que de cinco anos para cá virou moda como filmes, cerveja, lugares a conhecer enfim tudo  aquilo deve ser feito de preferência rápido antes de morrer. 2012 está acabando espero.

Apesar de ter o visto o livro em várias livrarias,eu nunca tive o ímpeto de adquiri-lo, e assim então comecei a manusear o meu presente. Várias surpresas me esperavam, como o prefácio de Hugh Johnson, seu atlas faz parte de minha biblioteca, citando a importância do livro e educando aos que gostam de vinhos de como aproveitar o livro.” Não existem grandes vinhos, somente grandes garrafas de vinho”. Com a frase anterior iniciou o prefácio do livro de 2008 mas que será constantemente de fonte de leitura disseca sobre os vários aspectos da edição de Neil Beckett e dos 40 pesquisadores responsáveis pela obra.

Resumindo confesso que tenho em minhas mãos um livro de qualidade, de produção gráfica impecável, com fotos fantásticas, texto claro e elucidativo que pontua os vários aspectos de vinhos de todo o mundo e que foram escolhidos por terem história, procedência ou característica peculiar que o identificam como especial. O livro não é um guia e com certeza os que o lerem sentirão falta de vinhos inclusive icônicos principalmente do novo mundo. Mas os grandes rótulos estão presentes e lá encontrei o branco que não me esqueço. O famoso Txacoli dos países bascos e a lembrança inigualável de tomá-lo em San Sebastian.

É por isto que eu sugiro aos meus amigos que leiam este livro pois ele é um  reservatório de informações e  com certeza de lembranças.

1001

Obrigado pelo presente.

Milton Artur Ruiz

Petit Verdot – a experiência

Petit Verdot folha e detalhes técnicos
Petit Verdot folha e detalhes técnicos

Habituado aos vinhos tradicionais em um vislumbre nas prateleiras do meu amigo Paulo da Enoteca Cursino, resolvi inovar e adquiri um Petit Verdot monovarietal do Vale Central Chileno.

Informações escassas, opiniões divergentes e pouco elucidativas dos presentes. A dica, no entanto era de que se tratava de um vinho de qualidade, apesar do baixo preço (isto sabemos que é relativo) o que sempre nos faz pensar de que vinho bom é caro, porém nem sempre um vinho caro é bom.

Consultando várias fontes e degustando o vinho, passei a obter informações sobre a Petit Verdot ( pequena verde) que é uma uva vermelha e  pertence às clássicas de Bordeaux. Entra inclusive na composição dos clássicos Chateaux Latour e Chateaux Margaux. O seu percentual varia de 3 a 6%. Amadurece mais tardiamente, é potente, e usada para dar estrutura e cor aos vinhos pelo alto índice de taninos aos vinhos bordaleses.

Olho para vinho e observo que o mesmo é espesso, escuro, pouco translúcido e no seu rótulo escrito que a sua graduação alcoólica está ao redor de 14,5%. Oops ele é pesado penso comigo, serve para o Conselheiro Alfredo “expert” da carne de borboleta de bife ancho do “Stem Cell Gourmet Club” e para desabduzir o presidente Rubens que sofre de Bullying  acadêmico científico uspanvisiano.

Os relatos são de que apresenta aromas de fruta negra madura e boa carga floral, com destaque para violetas.

No palato, apresentam sempre muita força, personalidade e pungência. Nunca espere, por exemplo, de um Petit Verdot puro, elegância, mas, sim, sempre potência e força. Na degustação somente identifiquei a fruta goiaba e no vinho degustado que o mesmo é extremamente encorpado.

A sua presença como monovarietal é extremamente rara e nas fotos destaco, informações técnicas, o vinho da Pisano( Uruguaio – que falta de um Dario Pereira),  o Toknar e o Barrica Seleção da Santa Carolina de 2005 que contém Syrah. Os monovarietais são raros.

Concluindo o Petit Verdot pelo que pude concluir não é protagonista e no máximo um coadjuvante na composição de um vinho de corte.

Por isto deguste-o sózinho se conseguir, pois com certeza ele não o auxiliará em seu romance.

Em tempo: em minha divagação pela internet encontrei informações de que Petit Verdot é o nome de um “Winebar” de Santos e de que amigos do passado lá estão.

Espero visitá-los.

petit verdot toknar

Petit Verdot/Syrah Sta Carolina

Pisano Petit Verdot

 

 

Milton Artur Ruiz

Oops Carmenére 2010

Oops-wine2Os vinhos Oops são produzidos pelo grupo “Vinos del Pacifico”, que disponibilizam três vinhos sendo um varietal Carmenére, outro Carmenére/Merlot e um Sauvignon Blanc.

Toda a sua produção está relacionado ao descobrimento da uva Carmenère no Chile, que todos acreditavam extinta, até que o viticulturista francês Jean-Michel Boursiquit, em 1994, ao analisar uma vinha de Merlot que demorava mais tempo para chegar ao ponto de maturação descobriu que oops… não era Merlot e sim a até então considerada extinta “Carmenère”. Esta história contada ao extremo em todo o Chile e tudo o mais você pode apreciar no próprio rótulo altamente explicativo  enquanto degusta um Carmenére 2010 que tem outras qualidades o preço altamente convidativo para o dia dia.

Na sequência transcrevemos para maior autenticidade as informações do site do vinho (oopswine.com)

Atualmente, a vinícola possui 1,8 mil hectares de vinhedos e uma das mais modernas vinícolas de todo o Chile. O rótulo Oops é produzido pelo enólogo Carlos Concha e toda a produção segue a filosofia de sustentabilidade, o que resulta em um equilíbrio no ecossistema do vinhedo. As uvas para o Oops são de três vinhedos próprios, localizados em subregiões do Valle Central.

Desses vinhedos sai o rótulo Oops Carmenère 2009/2010. De coloração vermelho rubi intenso com notas violeta, possui um complexo aroma de frutas maduras como da ameixa, ervas e especiarias. No palato, o vinho tem uma ótima estrutura devido a sua acidez e textura sedosa, além de sabor de frutas negras e vermelhas que se misturam com notas de especiarias. Pode ser harmonizado com carnes, com destaque para costela, vitela e carne de porco. Também é uma ótima companhia para hamburgers e pizzas.

Milton Artur Ruiz

 

Treze uvas para uma jóia rara – Châteauneuf du Pape

Selo Chateauneuf
Selo Chateauneuf

O mundo dos vinhos com sua vastidão sempre nos mostrou a beleza e a inspiração da natureza para a criação de uma bebida aclamada pelos templos de Baco e cultuada nas mais antigas religiões do mundo.

Nós, apreciadores dessa tão fantástica bebida, não cansamos de experimentar taças após taças e sempre chegamos a conclusão que ainda falta muito para conhecermos. Cada safra, cada terroir, cada país nos proporciona uma experiência sempre impar.

Dessa vez tivemos o prazer de conhecer uma das raras jóias do mundo dos vinhos: o Chateauneuf du Pape da Domaine du Chateau de L’hers, de propriedade de Marcel Georges.

Treze uvas compõem esse vinho: Syrah, Mourvèdre, Muscardin, Counoise, Cinsault, Grenache, Vaccarese e Terret – e mais cinco variedades de uvas brancas – Picardan, Roussanne, Clairette, Picpoul e Grenache Branca.

Sem dúvida nenhuma a arte de Marcel em sua vinícola é motivo também de orgulho para ele. Além de ter sido nos últimos anos escolhido com o vinho de consumo do presidente francês, ele ainda exporta para a China suas preciosidades.

 

Além do Chateauneuf du Pape na versão tinta, a maison ainda produz sua versão branca e o vin de table. E temos ainda a boa notícia. O Sr Marcel está a procura de representantes no país.

HOSPEDAGEM EM MARSELHA

Uma das instalações da Vinícola Chateau de L'Hers
Uma das instalações da Vinícola Chateau de L’Hers

Certamente você está curioso por degustar esse vinho. Que tal fazê-lo in loco?

Próximo a Marselha, você pode visitar e ficar hospedado na vinícola que foi totalmente restaurada em 2009. As instalações modernas contrastam e ao mesmo tempo se integram ao casarão do século XV. Mais do que uma visita, você certamente tem um passeio pela história.

Contudo, lembre-se que o espaço é bastante disputado e requer reserva prévia como você poderá observar no site.. De um chalé a um quarto simples, há sempre uma reserva prévia.

Mais informações através do site, ou ainda se preferir representar seus vinhos no Brasil preencha o formulário neste link.

 

 

Um vinho produzido apenas por mulheres na Corsega


Na última Expovinis, tivemos a oportunidade de visitar o stand do Emporio Sorio, que nos apresentou a linha de 3 rótulos: Villa Angeli Branco, composto por 100% da uva corsa Vermentinu, O Villa Angelli Tinto, com cortes de Niellucciu e Grenache e o Villa Angeli Rosé com uvas Sciaccarellu e Grenache. Além desse a Linha Terra Nostra – Linha de vinhos com varietais nativos – uva Niellucciu, com taninos rusticos, e com corte de Pinot Noir, para acompanhar queijos fortes e carnes de caça como por exemplo Javali.

Muito embora sejam uvas pouco conhecidas pelos paladares brasileiros, podemos dizer que nos surpreendeu pelo equilíbrio dos vinhos que degustamos.

Vale a pena conferir.

 

BOTTLE SHOCK

BOTLLE-SHOCKA filmografia do vinho é vasta e apaixonante. Dentre estes devemos ressaltar o filme sobre o julgamento de Paris de 1976 que como disse o ator Alan Rickman, o Severo Snapes de Harry Potter no papel de Steven Spurrier, este resultado aponta para o futuro do vinho.

O filme, fora o ufanismo americano, apresenta a indústria do vinho californiano querendo o reconhecimento do seu trabalho e principalmente alcançar patamar semelhante ao dos vinhos franceses. Os cenários belíssimos de Calistoga , cidade de cinco mil habitantes e das redondezas ao norte de San Francisco, Califórnia é o local onde os caipiras norte americanos tentam copiar os vinhos franceses e encontram novas técnicas representadas no Chardonnay de 1973 do Chauteaux Montelena, que venceu a competição de vinhos brancos contra os vinhos franceses.

Em toda a trama a conversa é sobre vinho e sobre a paixão que ele desperta em todos liberando sentimentos, angústias e esperança.

A pontuação mais elevada dos vinhos da Califórnia em relação aos vinhos franceses em uma degustação ás cegas e avaliadas por “experts” franceses modificou o conceito de superioridade dos vinhos da França e abriu a todos a perspectiva de que é possível se fazer vinhos de qualidade em outras partes do mundo.

O livro de George Taber, jornalista do Times Magazine, aficionado, mas não especialista de vinhos conta toda a história, pois participou como juiz verificador independente dos resultados.

Abaixo em inglês o texto  que êle publicou duas semanas após o resultado  “ Americans abroad have been boasting for years about California wines, only to be greeted in most cases by polite disbelief—or worse. Among the few fervent and respected admirers of le vin de Californie in France is a transplanted Englishman, Steven Spurrier, 34, who owns the Cave de la Madeleine wine shop, one of the best in Paris, and the Academic du Vin, a wine school whose six-week courses are attended by the French Restaurant Association’s chefs and sommeliers. Last week in Paris, at a formal wine tasting organized by Spurrier, the unthinkable happened:… “

Read more: http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,947719,00.html#ixzz1i4eJQd7F

GEORGE-TABER-BOOK

 

Assim mesmo se sabendo do resultado vale a pena ver o filme , ler o livro,  conhecer a história e receber uma aula sobre o que os vinhos podem fazer com as pessoas.

 

 

 

 

 

Milton Artur Ruiz

South Coast Winery

Qual a melhor vinícola da California dos Estados Unidos nos últimos anos?

caminhocaminho22A resposta para muitos seria uma vinícola de Sonoma ou do Napa Valley. Errado.

A melhor vinícola dos últimos dois anos é a South Coast Winery do Temecula Valley. Assustado? Nunca tinha ouvido falar neste local?  Eu também.

O Vale situado ao norte de San Diego a 90 quilometros e no meio do camionho para Los Angeles este vale alberga inúmeras vinícolas como a South Coast. Cultiva Cabernet Sauvignon, Franc, Tempranillo, Shiraz e pasmem Sangiovese. Na degustação para mim o melhor dos vinhos da degustação.

Com 35 acres, tem um excelente restaurante e um Resort Spa a disposição, e um entorno elaborado e estonteante.

O Vale é promissor e proximamente teremos grandes vinhos. Exportação: Nenhuma, pois tudo é consumido no mercado local.

Estando em San Diego, alugue um carro com GPS e logo você estará em um ambiente agradável tranqüilo e reconfortante.

Milton Artur Ruiz

 

Celler Malondro – Besllum 2008 – Garnatxa /Cariñena

 

CORNUDELLA DEL MONTSANT

A experiência em degustar um tinto, potente e encorpado como o Besllum 2008, um blend de Garnatxa (50%) e Cariñena(50%) nos obriga a conhecer um pouco mais da região de Tarragona.

De boas lembranças a cidade está localizada a 100 quilômetros ao sul de Barcelona e guarda tesouros de uma cidade da Roma antiga. Pacata e afável com um mini coliseu a região de Tarragona alberga as famosas Cellers del Priorat.  Nela estão as vinícolas com Denominação de Origem Qualificada – DOQ Priorat e DO Montsant de onde provém o vinho que é o responsável por toda esta história.

A história da Celler Malondro,produtora do Besllum 2008, começa com uma família de produtores de uva que colocaram seu suor e lágrimas no solo para as gerações futuras. Em 2000, duas famílias  se juntaram e criaram o Celler Malondro em Cornudella de Montsant com o objetivo de  produzir vinhos artesanais de alta qualidade com uvas autóctones de mais meio século do seus vinhedos.

Os produtores informam que estes vinhedos se  localizam entre 500 e 800 metros de altitude e  as cepas cultivadas são a Garnatxa, Carinyena, Macabeu e Roja Garnatxa (rosa Garnatxa). Os solos são basicamente de diferentes percentagens de ardósia, giz, areia e rocha.

Uma peculiaridade é que eles projetaram um sistema de trellising (trançado) único sobre si mesmos e as videiras estão alojados dentro de uma estrutura de metal, o que permite segundo os produtores maior ventilação entre as vinhas, bem como uma superfície superior mais exposta para as folha. Triplicando a superfície , a folha absorve mais luz, o que coloca uma maior pressão sobre a videira. Com  maior pressão sobre a videira, obtém-se  melhores  uvas segundo os produtores.

Ainda segundo os produtores e antes do blend final e definição dos seus produtos eles realizam várias festas e  experimentações no conjunto dos vinhos  maturados em barris de carvalho francês de 15 a 18 meses.

Isto posto, com este conto e após a degustação deste vinho,  sugiro aos viajantes e turistas que forem a Barcelona, saltarem dentro de um trem na Estação de Saints,darem uma  passada por Sitges para um banho de mar ( não se assustem com as liberalidades) e cheguem a Tarragona. Lá se decidam entre os 26 Cellers del Priorat ou os nove de Montsant e que constam das rotas turísticas dos vinhos.

Em tempo, a Celler Malondro não consta das rotas tradicionais, mas não será dificil encontrá-la em um município que só tem 1000 habitantes.

Milton Artur Ruiz

Vermentino a rainha da Ligúria

Em passagem pela cidade de Genova, visitando a casa de Colombo, será verdade?, ao se perder pela cidade velha e se a sua opção para matar a fome for um pescado ou frutos do mar opte por um vinho local. Sempre.

Na Ligúria é o Vermentino. Parafraseando Peter Wolffenbutel, dono de um senhor blog me aproprio de frases inteiras e  entremeio alguns comentários. É plágio mesmo. Vamos a elas:

“Da mesma turma das outras brancas de casca avermelhada como a Gewüstrazminer e a Pinot Gris (Grigio), esta uva é colhida precocemente para garantir bons índices de acidez. A Vermentino é tida como prima das Malvasias, portanto tem ancestrais na Grécia. No nariz vai-se do floral ao cítrico na cor, a característica âmbar, algo dourado. Na boca um vinho denso e levemente ácido”.

E continuando me translado e estou me sentindo em Portofino, observando seus barcos interoceanicos estacionados e os  milhares de turistas sequiosos por degustarem os vinhos e os produtos da região.

“Trata-se de um vinho espetacular, cor amarelo com tonalidades verde-oliva. Na boca pura elegância, levemente encorpado, acidez média alta, final de gole muito prolongado. Um vinho aromático, agradável e diferente. Para quem está cansado da ditadura da Chardonnay, experimente”.

Perfeito, quero voltar, eu não teria condições de ser tão preciso. Obrigado Peter.

Informações mais abalizadas em www.alemdovinho.wordpress.com

Milton Artur Ruiz

Sirva-se com o melhor do mundo dos vinhos!

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